Financiamento Imobiliário

Quem planeja comprar a casa própria busca os menores juros de financiamento e faz as contas para tentar adequar a prestação ao orçamento mensal. Mas o que muita gente não percebe é que, antes de fechar o negócio, outros custos precisam ser considerados além da taxa de juros nominal (sem considerar a inflação), com os gastos extras do contrato bancário e os impostos embutidos.
 
Os bancos estão disputando o mercado de crédito imobiliário, abrindo espaço para negociação. Qualquer redução pode ter um grande impacto. Para um financiamento de R$ 400 mil, em 360 meses, a redução de 0,2 ponto percentual na taxa de juros total ao ano resultaria numa economia de R$ 13 mil durante o prazo total do contrato.
— Os bancos privados estão com grande apetite para o crédito, e as taxas de juros, atrativas. Vale a pena tentar negociar melhores condições. Aquele que já tem um financiamento imobiliário pode, inclusive, pedir a portabilidade para outro banco — explicou e Daniel Linger, estrategista da RB Investimentos.
A melhor maneira de negociar é ter informações sobre o mercado. A primeira opção é tentar um abatimento na taxa de juros nominal pelo relacionamento mantido com o banco, mostrando outras taxas ofertadas. Também é possível abater os juros do Custo Efetivo Total (CET), diminuindo custos com seguros, por exemplo.
— Quem simula o CET em cada banco e vê o custo dos seguros pode barganhar, provando que em outra instituição esse valor estaria mais baixo, ou cotar com outra seguradora que não a indicada pelo banco, para tentar reduzir o valor — explicou Sayão.
Muitos bancos dão a opção de incluir o custo da avaliação do imóvel, as taxas cartoriais e o ITBI no parcelamento da casa própria. Isso pode ajudar a diminuir os custos iniciais do comprador, mas aumenta os custos totais do contrato.
— Quanto maior o montante financiado, mais juros se paga. O ideal é pagar à vista, mas com os juros baixos, o financiamento também fica atrativo — disse Daniel Linger.