Comprar ou vender casa em 2020: seis aspetos a ter em conta

Comprar ou vender uma casa pode ser um grande desafio. Para quem compra, porque se trata de um investimento a longo prazo, e para quem vende, que não quer fazer um “mau negócio”. O processo não é fácil, e envolve várias questões burocráticas pelo meio, que exigem tempo, o domínio de alguns conhecimentos na área, mas também (alguma) paciência.

Com base em algumas tendências e previsões, o Doutor Finanças, empresa especializada em finanças pessoais e familiares, apresenta 6 aspetos a ter em conta em 2020 se decidires dar algum destes passos, que agora reproduzímos na íntegra.

Beneficiar dos juros baixos

As perspetivas apontam para que as taxas Euribor se mantenham em níveis muito baixos, o que aliado a um ambiente de estabilidade económica e de concorrência na banca deve garantir spreads atrativos. O Doutor Finanças diz que “o momento é positivo para a contratação de crédito habitação devido aos custos mais baixos de financiamento”.

Aproveitar o dinamismo do mercado imobiliário

A recuperação do mercado da construção de casas e a potencial aprovação de novos licenciamentos deverão munir o mercado de maior dinamismo, o que criará oportunidades para quem quer comprar casa, pois existirá um aumento da oferta de imóveis para aquisição, segundo a previsão da empresa.

Considerar outras localizações

“Apesar da envolvente ser positiva, há algumas limitações. Nomeadamente no que se refere a encontrar a “casa” dos nossos sonhos”. Os últimos anos têm sido marcados por uma procura de imóveis por parte de estrangeiros.

Avaliar os riscos externos

A economia nacional dá sinais de crescimento e estabilidade. E ainda que as previsões sejam otimistas, diz a empresa que “há sempre algumas nuvens a pairar”, nomeadamente a conjuntura internacional, que passa por questões geopolíticas, como os ataques entre o Irão e os EUA, ou a saída do Reino Unido da União Europeia, que podem “contaminar o resto do mundo”.

Ouvir o agente imobiliário e procurar um intermediário de crédito

O mercado imobiliário é sempre desafiante seja para quem vende seja para quem compra: quem vende quer fazê-lo ao preço mais elevado e quem compra quer o preço mais baixo.

 “Ouve o teu agente imobiliário, que tem conhecimento sobre a realidade do mercado e que pode aconselhar-te a fazer o melhor negócio”, diz o Doutor Finanças.

Poupar é fundamental

Numa altura em que os bancos só financiam até 90% da compra do imóvel (ou da avaliação do mesmo) é essencial ter poupanças. Deverás começar por avaliar os teus encargos mensais com créditos e considerar juntar os créditos num só ou renegociar o seu crédito à habitação. “Com estas soluções poderás conseguir poupar dinheiro que poderás aproveitar para constituir um “pé-de-meia””, conclui a empresa especializada em finanças pessoais e familiares.

Mercado imobiliário em transformação: Qual o impacto real no bolso do consumidor?

O ano de 2019 tem sido bastante movimentado para o mercado imobiliário, com inserção massiva de tecnologia e amplo acesso ao crédito fora das instituições tradicionais

Vendas de imóveis aumentam no segundo trimestre de 2019.
Quem está buscando comprar um imóvel neste ano, já percebeu que diversas mudanças estão movimentando o mercado imobiliário. No segundo trimestre de 2019, as vendas de imóveis subiram 16%, comparado ao mesmo período do ano anterior, segundo informações Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
Depois dos primeiros sinais de recuperação do setor, buscando aquecê-lo ainda mais, a Caixa anunciou uma nova modalidade de financiamento imobiliário atrelado à inflação. O que acabou tornando acessível uma taxa de juros nunca antes operada no passado recente e que coloca milhões de pessoas como novos entrantes no mercado imobiliário.

Esta nova modalidade de crédito também elimina necessidade de funding de poupança, o que torna atrativa a entrada de novos players para o setor – ainda monopolizado por pouquíssimas instituições financeiras no Brasil. O aumento da concorrência permite a imediata flexibilização de produtos e processos, trazendo inovações, além de incentivar a queda dos custos para o consumidor.
Para trazer ainda mais mudanças e crescimento ao mercado em questão, em meio a esse contexto a taxa Selic também sofreu mais uma queda, chegando ao patamar mais baixo da história do Brasil. Os bancos repassaram a redução para os clientes, baixando as taxas de financiamento imobiliário, o que tem um impacto direto na redução das parcelas, beneficiando o bolso de quem deseja comprar um imóvel.

Fonte: https://www.jornalcontabil.com.br/